sábado, 21/05/2011

Instituto Biológico comemora com um Café Concerto o início da colheita do café no Estado de São Paulo

Na última quinta-feira, 19, os apaixonados por café tiveram um atrativo a mais na 7ª edição da tradicional colheita do Instituto Biológico: o Café Concerto. Enquanto colhiam os frutos no maior cafezal urbano de São Paulo e depois degustavam o cafezinho, os convidados ouviram acordes de J.S. Bach e músicas de Tom Jobim e Vinícius de Morais. Chamado de Sabor da Colheita, o ato simbólico marca o início da colheita de café no Estado de São Paulo.

Entre os convidados, estiveram baristas, donos de cafeterias, produtores, torrefadores, representantes de cooperativas e do varejo de diversas cadeias produtivas e autoridades do Governo paulista. Os participantes utilizaram todo o aparato necessário (óculos de proteção, luvas, chapéu, peneiras e balaios) para fazer a colheita seletiva. Orientados por especialistas, retirararam com as mãos apenas os grãos maduros, vivenciando uma experiência única do trabalho que há décadas movimenta a economia paulista. Depois, plantaram duas mudas representativas da safra 2011.

Localizado no coração de São Paulo, no bairro da Vila Mariana, a apenas 5 minutos da Avenida Paulista e próximo ao Parque do Ibirapuera, esta é uma das últimas áreas com café da capital. Realizado desde 2006, o evento é organizado pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e pela Câmara Setorial do Café, da Coordenadoria do Desenvolvimento do Agronegócio, em parceria com o Instituto Biológico. Tem o apoio do Sindicato da Indústria de Cadê do Estado (Sindicafé-São Paulo) e da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Edição especial 

O produto da colheita é transformado em edição especial que é doada ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp). O cafezal produz, em média, uma tonelada de grãos que, após beneficiado, resulta em aproximadamente 500 quilos de café torrado e moído. O diretor do Instituto, Antônio Batista Júnior, guarda amostras de todas as edições especiais do cafezal.

Os 1.530 pés de café arábica, das variedades Novo Mundo e Catuaí, ocupam área de 10 mil m². Formado a partir de 1945, o cafezal inicialmente servia de material de pesquisa para seus técnicos estudarem a praga conhecida como ‘broca-do-café’ que atingia as plantações paulistas. Por reivindicação de barões do café que clamavam por pesquisa, controle e resolução de pragas que acatavam os cafezais, foi criado o Instituto.

Atualmente, o propósito maior é didático, histórico e cultural. É uma oportunidade de a população conhecer um cafezal e sua história, comenta o diretor do Instituto. O local atrai turistas brasileiros e estrangeiros interessados em conhecer a planta do café. É possível, também, conhecer outras particularidades como os princípios de uma boa plantação, análise do solo, adubação e como o grão de café é beneficiado.

A importância do ouro negro 

Chamado de ouro negro, o café entra no Brasil em 1727 e se espalha por vários estados, chegando ao Vale do Paraíba, em 1806. Hoje, São Paulo é o terceiro maior produtor de café, atrás de Minas Gerais e Espírito Santo. Em 1849, o Brasil era o maior produtor mundial e, atualmente, é o maior exportador de café verde. O produto ocupa o quinto lugar entre os principais agregados de cadeias de produção nas exportações do agronegócio paulista. No primeiro trimestre deste ano somou US$ 306,52 milhões em vendas para o exterior.

A produção paulista arábica é estimada em 3,475 milhões de sacas de café beneficiado, de acordo com o segundo levantamento de previsão de safra 2011/12 do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambas da Secretaria Estadual da Agricultura, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A área total de lavouras de café no território paulista está estimada em 181.987 hectares. A estimativa de produtividade média da atual safra, que está sendo colhida, deve superar 26,51 sacas por hectare. Se o número se confirmar, será considerado ciclo de baixa, de acordo com os responsáveis pelo levantamento. A produção cafeeira varia em função da bianualidade da cultura, ou seja, num ano a safra tem maior produtividade e, no seguinte, há queda.

Quase 52 mil pessoas trabalham na cafeicultura paulista, segundo dados de abril deste ano. Esse número desconsidera os volantes que atuam em operações de esparramação, arruação e limpeza do carreador. Esse trabalho é computado em dia/homem e chegou a 1,424 milhão dias/homens.  Em abril, o estoque de café depositado nas propriedades, cooperativas e armazéns contabiliza 369 mil sacas.

Da Agência Imprensa Oficial

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