Galerias das Presidentes
Maria do Carmo Mellão de Abreu Sodré
Período da Gestão: de 15/03/1967 a 14/03/1971
Empresária, nasceu em São Manuel, São Paulo. Formada pela Faculdade de Filosofia “Sedes Sapientiae” em Filosofia e Psicologia. Foi a primeira dirigente do então recém-criado Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo. No início de sua gestão, teve de responder a um grande desafio, ante à catástrofe que se abateu sobre Caraguatatuba: o atendimento imediato aos flagelados, providenciando medicamentos contra tétano, febre tifóide e paratifóide, alimentos e roupas.
Em 1968, criou um plano de ação assistencial, com a participação de prefeitos e de sindicato, visando ao desenvolvimento de ações assistenciais conjuntas no Estado, para implementar ambulatórios médicos, dentários e enfermarias. A partir desse plano de ação, foram realizadas as primeiras doações de ambulâncias, cadeiras de rodas, óculos e aparelhos auditivos. Através do Conselho Estadual de Auxílios e Subvenções – CEAS, foram realizadas doações significativas a entidades filantrópicas.
Nas grandes enchentes de novembro de 1969, mais uma vez o Fundo demonstrou a eficiência de sua ação, providenciando abrigo para mais de seis mil pessoas, das treze mil desabrigadas na capital, e, atendendo ao mesmo tempo os prefeitos dos municípios da Grande São Paulo e Litoral, também duramente atingidos pelas enchentes. Por sua ação à frente do Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo, recebeu títulos e homenagens: “Cidadã Honorária e Benemérita”, de 24 municípios do Estado, “Medalha Imperatriz Leopoldina”, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, “Mulher do Ano”, pelo São Paulo Woman’s Club, de Washington.
Maria Zilda Gamba Natel (in memoriam)
Período da Gestão: 15/06/1971 a 14/03/1975
Educadora, nasceu em Pirajuí, São Paulo. Sua atuação à frente do Fundo de Assistência Social ficou marcada pelas campanhas em prol da população margilizada – os pedintes de rua. A campanha “Um Mendigo a Menos,um Trabalhador a Mais” foi posta em prática com a criação do Centro de Reabilitação do Indigente – CRI, instalado na Fazenda São Roque, no município de Franco da Rocha, onde os pedintes retirados das ruas eram assistidos física e psicologicamente para serem recuperados e reintegrados à sociedade, por meio da profissionalização, pois, além de aprenderem a lidar com a terra e com os animais para o sustento da própria fazenda, tinham cursos nas áreas mais diversificadas, promovidos pelo Senai e Sesc. Assim, o lema é básico “Se me deres esmola comerei hoje, se me deres trabalho comerei sempre” era atingido. Na área da saúde foi criado o Centro de Convalescença, onde ficavam até a recuperação total aqueles que saíam dos hospitais e recolhidos na rua que precisam de tratamento.Com a colaboração da Secretaria de Educação, foram instituídos os testes de acuidade visual nas escolas.
Brasília (Lila) Byington Egydio Martins
Período da Gestão: 15/03/1975 a 14/03/1979
Nasceu em São Paulo. Inaugurou a participação da comunidade na solução dos seus problemas sociais, motivando-a a organizar-se e engajar-se na conquista de melhores condições de vida, para o que realizou múltiplas ações. Promoveu a formação de recursos humanitários com seminários e encontros nos municípios-sede das Regiões Administrativas do Estado e cursos de treinamentos aos agentes sociais públicos e de entidades particulares, incentivando a alimentação integral e a utilização de sucata.
Formou voluntários sociais em todo o Estado, o que contribuiu para a oficialização do “Dia do Voluntário Social”, Decreto nº 13 de 02/06/1976. Criou projetos específicos para a promoção de recursos complementares à renda familiar e à integração e formação social: Hortas Comunitárias, Máquinas de Costura, Minibibliotecas e Educação para a Saúde. Preocupe-se com a divulgação dos recursos comunitários, instituindo o Balcão de Recursos Sociais Públicos e Particulares. Realizou outros programas voltados à comunidade, como as Quinzenas de Participação Comunitária, Dias Comunitários de Recreação – Dicore, Núcleos de Participação Comunitários, Campanhas de Participação Comunitária (matéria escolar, agasalhos, brinquedos de Natal). Pelo trabalho desenvolvido à frente do Fundo Social do Palácio do Governo, foi eleita “Mulher do Ano”, pelo Conselho Nacional das Mulheres do Brasil.
Silvia Lutfalla Maluf
Período da Gestão: 15/03/1979 a 14/05/1982
Empresária, nasceu em São Paulo. À frente do Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo, destacou-se por uma ação ampla. Criou o Centro de Convivência Infantil – CCI, visando ao atendimento das crianças filhas de funcionários do governo. Foi responsável pelo Programa de Saúde da Mulher, em parceria com o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC, para prevenção e tratamento do câncer ginecológico, da mama, da pele e da boca. Implantou as Oficinas de Trabalho Comunitário, com o objetivo de desenvolver o espírito de solidariedade e associativo,difundindo a importância da participação da comunidade no encaminhamento de problemas sociais por meio do trabalho voluntário.
O Programa de Profissionalização e Pré Profissionalização propiciou a criação de oportunidades para a qualificação profissional de adolescentes, com vistas à inserção no mercado de trabalho, com a colaboração das unidades móveis da Fepasa. Desenvolveu atividades do Programa Pró-Família, promovendo, mediante a integração entre órgãos governamentais, entidades sociais e grupos comunitários, a consciência sobre a importância da gravidez responsável e seus reflexos no desenvolvimento da criança durante e após a gestação. Contribuiu para a constante melhoria da qualidade de vida familiar através de um processo educativo levado às Regiões Administrativas do Estado, abrangendo cuidado materno-infantil, preservação do meio ambiente e paternidade responsável.
Neusa Augusta Marin
Período da Gestão: 15/05/1982 a 14/03/1983
Nasceu em São Paulo. Como presidente do Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo deu oportunidade ao programa que vinha sendo executado por sua antecessora, Sylvia Lutfalla Maluf, com ênfase em campanhas e doações a entidades beneficentes. Na área da saúde, foram distribuídos gabinetes dentários, cadeiras de rodas, aparelhos ortopédicos e doados playgrounds, favorecendo a população infantil. Entidades beneficentes de todo o Estado foram contempladas com recursos vários, incluindo a distribuição de três mil toneladas de gêneros alimentícios.
Na condução da Campanha do Agasalho de 1982, lançada sob lema “A Campanha é Sua, Colabore”, contou com a colaboração do Banespa, Nossa Caixa, Quartéis da PM, Corpo de Bombeiros, Clube de Lojistas, Paróquiase Administrações Regionais da Prefeitura.Para maior arrecadação de agasalhos, promoveu, ainda, junto à sociedade civil, festas e chás beneficentes. Colaborou na Campanha do Estado contra a Poliomielite, lançada em 1982, colocando à disposição dos coordenadores os postos do Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo, contribuindo para a vacinação de cerca de quatro milhões de crianças. Dentro do Programa de Prevenção e Controle do Câncer Ginecológico, ampliou a assistência à mulher carente, inaugurando mais um vagão-ambulatório da rede FEPASA, possibilitando, possibilitando o atendimento às cidades do Litoral Sul e parte do Vale do Ribeira.
Lucy Pestana Silva Franco Montoro (in memoriam)
Período da Gestão: 15/03/1983 a 14/03/1987
Nasceu em Jundiaí, São Paulo. Assistente social, formada em Filosofia e Pedagogia. Transformou o Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo em Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo – Fussesp, priorizando a promoção humana. Adotou políticas de descentralização e participação das comunidades locais, criando Fundos Municipais de Solidariedade (Decreto nº 20.925/83), no total de 524 estruturados por lei municipal. Dentro desse plano, desenvolveu programas de apoio ao artesanato, ao desenvolvimento de grupos de trabalho no interior. Implantou programas para atender o menor e ao adolescente, com atividades esportivas, artísticas e culturais. Promoveu campanhas de vacinação, agasalho, distribuição de alimentos e outras. Fundou, para adolescentes, em 1984, a Casa da Solidariedade, profissionalizante e de assistência psicológica aos pais e filhos, e também a Central de Voluntários, destinada aos menores carentes.
Modelos similares, municipais, foram ampliados em creches, pré-escolas, minifábricas de tijolo, reaproveitamento de alimentos e reciclagem de lixo, oficina de costura, clubes de mães, gestantes, mutirões para construção de casas. Na Grande São Paulo, em 32 municípios, socorrendo desempregados, foram instaladas fábricas de vassouras, sorvetes, doces e bloco de cimento.
Promoveu a campanha “Mãos à Horta” e incentivou o projeto “Nossa Horta” em todo o Estado, cuja produção suplementou a alimentação da população carente, enriquecendo a merenda escolar. O produto da “II Feira de Produção Comunitária e de Artesanato do Estado”, em 1986 reverteu aos Fundos Municipais participantes.
Alaíde Cristina Barbosa Ulson Quércia
Período da Gestão: 15/03/1987 a 14/03/1991
Médica oftalmologista nasceu em Araras, São Paulo. Aos 28 anos, assumiu o Fussesp, onde dedicou atenção especial ao menor carente e aos deficientes. Uma de suas iniciativas pioneiras foi a construção e implantação da Estação Especial da Lapa, para promover a integração dos portadores de deficiência – espaço de 5.000m2, planejando e equipado com moderna tecnologia, capaz de atender a 700 portadores de deficiências, com cursos profissionalizantes, lazer, cultura, esportes, acompanhamento multidisciplinar e encaminhamento ao mercado de trabalho. Fez cadastro de crianças portadoras de deficiência em todo o Estado. Por sua gestão, foi assinado o Decreto-Lei nº 27.583, de 21/09/1987, que determinou a inclusão de acessos especiais para deficientes em obras arquitetônicas do governo.
Lançou o manual Elementos Básicos para Eliminação de Barreiras Arquitetônicas e Ambientais. Implantou o programa de Saúde Visual, destinado a detectar precocemente problemas visuais das crianças da pré-escola e do ciclo básico, atendendo a milhares de crianças, o que motivou o Decreto nº 30.514, de 02/10/1989, que institucionalizou o Programa de Ação Preventiva de Saúde Visual na Rede Estadual de Ensino. Desenvolveu o programa antidrogas, com seminários e encontros regionais e estaduais, estimulando a criação de 120 conselhos Municipais de Entorpecentes.
Instalou parques infantis e creches nos municípios do Estado e implantou Bancos de Leite Materno na capital.Criou o Projeto Terceira Idade na Casa de Solidariedade e 24 de Centros de Convivência de Idosos em municípios do Estado, estendendo o atendimento médico e odontológico aos moradores de cortiços.
Nair Passos (Ika) Fleury
Período da Gestão: 15/03/1991 a 31/12/1994
Bacharel em Letras e artista plástica, nasceu em São Paulo, capital. Implantou e coordenou, de forma inédita, as políticas sociais do Governo Fleury. Em sua gestão o Fundo Social criou e articulou os Programas de Atenção aos Portadores de Deficiência, à População Idosa, de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas e às DST/Aids. Implantou a abordagem interdisciplinar, intersetorial e a cultura de parcelas com 21 Secretarias do Estado, sociedade civil, organizações não-governamentais, gerando ações integradas e não isoladas.
São adequadas as seguintes ações pioneiras: criação de nove Delegacias de Proteção ao Idoso e do SOS Idoso, criação do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual; revisão da norma NBR 9050, da ABNT, sobre acessibilidade das edificações aos portadores de deficiência.
Na área de prevenção às drogas, foram criados o Banco de Dados do IMESC – com interligação nacional e internacional – e o Centro de Educação Preventiva, na rede estadual de ensino. Esse programa recebeu o Prêmio da Organização das Nações Unidas pelo modelo de trabalho. O Programa de Prevenção às DST/Aids extrapolou área da saúde e englobou a integração de secretarias, para levar informações a todos os segmentos da população.
Elevou o patamar das entidades e Associações de Bairros, aumentando o número de atendimentos com aperfeiçoamento técnico. Incentivando a criação de 51 novos fundos sociais, totalizando 617 fundos municipais. Nortearam sua atuação os direitos humanos e o direito à cidadania, a promoção da responsabilidade individual e o compromisso social, bem como os princípios constitucionais de descentralização e municipalização.
Florinda Gomes (Lila) Covas
Período da Gestão: de 01/11/1995 a 06/03/2001
Adotou uma nova perspectiva de ação social à frente da presidência do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo – FUSSESP, de 1995 a março de 2001. A de que as ações sociais públicas são mais bem sucedidas quando desenvolvidas em parceria com a sociedade civil. A partir desse conceito, estabeleceu parcerias com a iniciativa privada, priorizando o enfoque de desenvolvimento social, sem abandonar o atendimento por campanhas emergências. Durante sua administração, foram priorizada as ações do FUSSESP que atendem diretamente aos segmentos da população que mais se ressentem das condições adversas.
A Estação da Lapa, Centro de Convivência voltado às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais, teve ampliado e reformado seu espaço, inseridas novas atividades e transformada sua filosofia de atendimento, com a atuação do Estado, em conjunto com a sociedade civil e família. Para as crianças e os adolescentes, implantou o Programa de Ação Integrada para o Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes da Casa de Solidariedade dos Campos Elíseos, duplicou o atendimento e restaurou essa unidade. Construiu a segunda unidade na região central da capital, no Parque D. Pedro II, onde espaços atraentes e programação educacional variada estão disponíveis para crianças de 7 a 15 anos de famílias de baixa renda. Para a população idosa implantou o Espaço convivência no Parque da Água Branca, onde são ministrados cursos, palestras e atividades de lazer.
Maria Lúcia Guimarães Ribeiro(Lu) Alckmin
Período da Gestão: 07/03/2001 a 31/03/2006
Nasceu em São Paulo. Nos seis anos à frente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, priorizou projetos de geração de renda, considerando que a ação social deve incentivar talentos, dar dignidade à pessoa e servir de instrumento para novas potencialidades da vida. Implantou, com recursos da iniciativa privada, 10 mil padarias artesanais em fundos municipais, escolas, penitenciárias, hospitais, unidades de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei, aldeias indígenas e quilombas, dentre outros.
O programa deu outra perspectiva de vida a milhares de pessoas. Repassou recursos para os projetos criados pelos próprios municípios, por meio dos fundos municipais. Criou projetos de reflexão, como a Semana de solidariedade, e teve a sensibilidade de criar mais 11 mil casas de brinquedo – porque toda criança tem o direito de brincar. Nas Campanhas do Agasalho, atingiu 18 milhões de peças em 2005, estimulando a população a doar peças novas, com o intuito de fazer com que as vestimentas contribuíssem para a auto-estima dos mais carentes, que assim motivados poderiam sair em busca de emprego. Lú Alckmin fez questão de dar continuidade aos programas iniciados por Lila Covas. As casas de Solidariedade, Estação da Lapa e o Jori - Jogos Regionais do Idoso. Trabalho e sensibilidade. Parcerias e valorização de lideranças comunitárias. Conceitos de uma gestão que respeitou as pessoas.
Renéa de Castilho Lembo
Período da Gestão: 01/04/2006 a 31/12/2006
Renéa de Castilho Lembo nasceu na cidade de São Paulo, foi presidente do Corpo Municipal de Voluntários e administra, há 30 anos, o escritório de advocacia de seu marido. Ficou à frente do Fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo por apenas nove meses, onde deu continuidade a todos os programas desenvolvidos por sua antecessora, Maria Lúcia Alckmin.
Entre os programas de geração de renda, houve um que lhe chamou mais a atenção, o Jardim Escola, no qual, em parceria com o Instituto Jardim Botânico, jovens e adultos desempregados eram capacitados para o trabalho de jardinagem. “Eram pessoas sem esperança de conseguir trabalho, o que se via no primeiro dia de curso, e cidadãos orgulhosos de seu aprendizado, o que se constatou no dia da formatura”.* Os integrantes das duas turmas que se formaram, enquanto presidente do Fundo Social foram todos empregados. Na condução da Campanha do Agasalho, o seu papel foi fundamental para o ótimo resultado final, com a participação, cada vez mais ativa, da população, das empresas e suas associações de funcionários. Na sua gestão inicia-se a parceria, na Campanha do Agasalho, com a prefeitura do município de São Paulo, levando a todo morador de rua um pouco de calor e dignidade. Foi também nesse ano que a Campanha do Agasalho se estendeu, com a ajuda da internet, por todo o Estado, com a participação dos 645 municípios. Coordenou, ainda, uma grande campanha de Natal junto às entidades cadastradas no Fundo Social.
Monica Serra
Período da Gestão: 01/01/2007 a 02/04/2010
Monica Serra nasceu em Santiago do Chile e casou-se há mais de 40 anos com José Serra. Tem 2 filhos e 3 netos e mora no Brasil desde 1979. Naturalizou-se brasileira em 1999.
Formada pela Universidade do Chile em Ciências, Música e Arte da Representação, sua vida acadêmica inclui mestrado em Ciências na Universidade de Cornell e mestrado em Artes na Universidade Hahnemann em Estados Unidos. Fez doutorado em Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo) e aposentou-se como docente da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde foi responsável por disciplinas de graduação e pós-graduação, por pesquisa e extensão. Orientadora de inúmeras teses de mestrado e doutorado, participa em bancas de avaliação, a convite de outras instituições educacionais. Atualmente é Coordenadora Pedagógica da FMU.
Entre outras atividades, coordenou o Programa Cultura e Desenvolvimento pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). É fundadora de duas ONGs: Arte Sem Fronteiras, que há 11 anos promove o intercâmbio entre produtores culturais latino-americanos, tendo a arte como fator de integração dos países da América Latina. ASF objetiva ampliar as condições de cooperação e integração multicultural, ampliando a consciência de responsabilidade conjunta com os setores sócio-economico e cultural, para promoção do desenvolvimento social da América Latina. Em 2005, funda o Instituto Se Toque para levar informação às mulheres por intermédio dos filhos em idade escolar, que as incentivam a fazer a mamografia em prevenção ao câncer de mama. Auxiliados pelo colar da vida - instrumento didático que é um presente às mães - as crianças ensinam como as pérolas mostram as chances de cura de acordo com o seu tamanho e passam às mães informações onde fazer a mamografia.
Quando Monica Serra preside o Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, desenvolve diversos projetos voltados à promoção social e ao cuidado com a educação, visando criar a oportunidade de emprego como fator de prevenção ao uso de drogas. Entre eles, destacam-se o Pedalando e Aprendendo, voltado a frear a evasão escolar no 1º ano com a doação de bicicletas e ao desenvolvimento profissional dos jovens antes de deixar a escola, ao aprenderem a montar e consertar bicicletas, obtendo excelentes resultados. Visão do Futuro também ajuda a escola quando detecta, logo no primeiro ano, as deficiências de visão da criança e ajuda a família com a doação de óculos. Em parceria com o SESI-SP e o Hospital Darcy Vargas, o FUSSESP aplicou um programa de aproveitamento integral dos alimentos com o objetivo de prevenir a crescente obesidade aliada à desnutrição em 600 crianças de 7 a 14 anos. Os resultados positivos deram origem ao programa Consciência Alimentar, aplicado na rede municipal escolar. Outro projeto teve por objetivo incentivar a saúde na 3ª idade e instalou inúmeras Praças de Exercícios do Idoso. A primeira está no Parque da Água Branca, próxima ao prédio da sede do Fundo Social.
Para melhor desenvolver o tradicional programa voltado à Geração de Renda, que visa ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social, cria o Agente Multiplicador que capacita integrantes da comunidade, descentralizando os cursos, fortalecendo,assim, as entidades.
Deuzeni Goldman
Período da Gestão: 04/2010 a 12/2010
Advogada, decoradora e paisagista, Deuza, como é chamada pelos mais íntimos, nasceu em Tupã, interior de São Paulo. Veio para São Paulo aos 18 anos, para estudar. Formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e pós-graduada em Direito Empresarial pela Universidade Mackenzie, possui extensa trajetória profissional, que inclui atividades de coordenação e gerenciamento na área jurídica e atuação como Assessora Jurídica do Gabinete da Superintendência do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp).
Casada há 32 anos com o ex governador Alberto Goldman, tem dois filhos, três enteados e três netas. Sua atuação à frente do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp) ficou marcada pelo trabalho que realizou no Parque da Água Branca. Em apenas oito meses conseguiu entregar à população espaços revitalizados como o Espaço Cultural Tattersal, o Espaço de Leitura Praler, o Espaço Piquenique, além de potencializar algumas áreas como espaço de lazer, saúde e contemplação, como é o caso do Espaço de Xadrez Mário Covas, O Espaço Tai Chi, Trilha do Pau-Brasil, entre outros.
Deuzeni contribuiu, também, para impulsionar as diversas obras mais que necessárias do Parque. Contou com o apoio de 88% dos freqüentadores do Parque para realizar as obras de revitalização do Água Branca. A ajuda da iniciativa privada foi fundamental nesse processo. Sem abandonar um único projeto social de suas antecessoras, Deuzeni ampliou alguns deles e ainda implantou o Programa Cultura para Todos.
Desta forma, pôs em prática outra possibilidade do Fussesp, que como o próprio nome diz, trata-se de um Fundo que tem como um dos objetivos o desenvolvimento cultural. Assim, Deuzeni deixa a sua marca no Fundo de Solidariedade não apenas com ações solidárias, mas com ações voltadas à área social e, principalmente, ao desenvolvimento cultural. Deuzeni entende que esse é o caminho que leva as pessoas a despertarem para a sua realidade e sentirem vontade de encontrar um mundo mais amplo e com mais possibilidades.